domingo, 14 de junho de 2026

Se as plantinhas falassem hoje eu seria um camponês

 

 

 


Se as plantinhas falassem hoje eu seria um camponês

 

 

 

Eu aprendi a nunca ter ódio racial que não fosse de mim mesmo, e ter ódio de mim mesmo por quê?

Porque fui hostilizado devido à falta de informações filosóficas, eu fui criando-as aos poucos, sendo que minha primeira redação foi na sétima série do primeiro grau, que foi elevada honrosamente.

Passei a escrever, de fato aos trinta anos de idade, e partir dai comecei a me amar e a corrigir meu passado, cujos erros não eram de minha profunda vontade, pois terceiros agiam em mim com forte influência perversa e perniciosa.

Meu Deus, eu era trabalhador em minha infância (eu vivia com calos salientes em minhas mãos), tanto até que eu queria ter ido estudar técnicas agrícolas, mas foi levado por indução ao comando do exército brasileiro, sem ter noção alguma o que faz um soldado, lá eu servi por três anos, e os cabos colegas de farda me chamavam de polaco, os oficiais de cabo e os sargentos pelo segundo nome.

Eu não poderia ser mais que um cabo de vassoura, eu sou magrinho, e como um cabo de vassoura ou um cabo de fio eu era enviado, pois é preciso ser forte e resistente para ir a um campo de batalha, e lutar bravamente.

Eu era subordinado até quando fui cabo, meu convívio era com sargentos e oficiais, Aa grande maioria.

A única carta-ofício que eu tomei ciência foi de uma página inteira me punindo por oito dias de detenção por eu ter perdido um bloco de anotação do então coronel-comandante.

Por quê ele me daria este bloco, eu o usei para rascunho e o joguei fora.

Três soldados antigos com a intenção de me humilhar e de me constranger começaram a ler o ofício para mim, eu sai de perto por considera-lo mais ofensivo que a punição propriamente dita que eu recebi.

Cada função diferente que eu exercia caia no esquecimento a anterior.

Antes que eu defina algo em mim, eu fui trabalhar de garçom num restaurante italiano, e todos me chamavam de polaco, não fizeram esforço de guardar meu nome mesmo eu tendo descendência italiana cujo sobrenome eu herdei nos registros.

Ao observar os contextos, a cidade que mais me marcou foi Prudentópolis-Pr, ali eu vi pequenininhos andantes, terra de gigantes, cujo povo era maioria ucraniana, e que não tive contato profundo, na sua essência.

Hoje eu tenho ciência que é um povo trabalhador e que orgulha a sua gente, sendo esta geração brasileira nata, sujeita à traição. Autor Reginaldo Afonso Bobato

 

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