sexta-feira, 12 de junho de 2026

Alma de camponês

 

 

 

 


Alma de camponês

 

 

À noite vem o silêncio, eu escuto meus pensamentos, e não daria ouvido às mentiras se tivesse havido explanação científica.

Lembro-me da glória mínima que faltou aos  meus calos, mas não me calo, mãos sujas na terra é alma limpa, é carma que dirige a calma, e na dimensão de medida, o erro é falar sem medida, e a condição explicitaria a razão de ser um campesino que chora pelo que não existiu, reside então a vontade do brio na simplicidade, todo filosofia do mundo vivida naquele momento, e ali está o equilíbrio por não ver o caminho para o desterro, e o implacável destino à luxúria seria neutralizado. Autor Reginaldo Afonso Bobato

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