Alma de camponês
À noite vem o
silêncio, eu escuto meus pensamentos, e não daria ouvido às mentiras se tivesse
havido explanação científica.
Lembro-me da glória mínima que faltou aos meus calos, mas não me calo, mãos sujas na terra é alma limpa, é carma que dirige a calma, e na dimensão de medida, o erro é falar sem medida, e a condição explicitaria a razão de ser um campesino que chora pelo que não existiu, reside então a vontade do brio na simplicidade, todo filosofia do mundo vivida naquele momento, e ali está o equilíbrio por não ver o caminho para o desterro, e o implacável destino à luxúria seria neutralizado. Autor Reginaldo Afonso Bobato

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