O
que os militares brasileiros queriam com um escritor como eu?
Eu levei uma
detenção injusta no exército brasileiro, o então coronel de artilhara chamado
Senhor Coronel Franciso de Paula Santos me dera um bloco com algumas anotações,
eu o usei como rascunho.
Ele perguntou
sobre o bloco para mim no dia seguinte.
Eu lhe disse
que eu havia usado para fazer anotações e o joguem no lixo.
Dias depois
ele fez uma parte de mim de uma folha com a intenção de me macular moralmente.
Eu era cabo,
três soldados me rodearam para ler a parte, começaram a ler com a intenção de
me humilhar, eu lhes disse, eu não quero nem ver isso
Cumpri uma
sentença de oito dias detido no quartel.
Na verdade,
ele tinha armado contra mim, e eu não sei até onde vai o ódio racial, pois eu
respeitava a todos, inclusive a hierarquia e disciplina, além de ser virgem e
cumprir com os horários.
Eu fui então
praticamente desligado de minhas funções no almoxarifado onde eu tanto amava e trabalhava,
então eu pedi a baixa porque na minha qualificação militar de radio operador eu
era inoperante, e observe que no tiro de guerra quando eu era soldado eu fiquei
com as mãos trêmulas e fui substituído pelo colega de caserna o solado Roberto.
Eu não sabia
ofender ninguém e é bem verdade que as vezes eu brinquei com armamentos, mas
nunca pensei de tirar a vida de ninguém, nem a minha, e eu tinha razões para me
suicidar, pois quando soldado fui molestado por um homossexual funcionário do Banco
do Brasil chamado Neto, ele era de recife.
Nas guardas de
plantão eu ficava esperando a ronda, mas se um meliante não respondesse a minha
ordem de pare lá e identifique-se, quem ia morrer era eu, pois ele iria tomar
meu armamento e me matar. Autor Reginaldo Afonso Bonso Bobato











































