Minha mãe, minha amiga
O meu irmão mais
novo era muito bonito quando criança e sua beleza era cultuada, e confesso que
senti ciúmes uma ou duas vezes até eu encontrar um real balanceamento, eu
descobri que o trabalho dignifica o ser humano, independentemente de sua raça.
Mas eu parei para pensar e
refletir que eu nunca recebi um único elogio de ninguém por causa de minha cor,
a não ser de minha mãe, cujas características genéticas foram mais evidentes em
mim, mesmo porque eu também tenho a raça de italianos e de ucranianos, mesmo que
eu queira ser lembrado como cidadão genuinamente brasileiro, natural de Pitanga,
município do estado do Paraná.
Meu irmão mais
novo me chamava de polaco quando éramos crianças, mas não era em tom pejorativo
como aconteceu com um colega de trabalho do Detran que é descendente de alemães
chamado Jeferson Crammer.
Ele me disse: Eu sou louro, você
não é louro, você é polaco.
O ódio contra
pessoas de minha cor é silencioso, pois se um afrodescendente de cútis escura
for ofendido devido à sua raça, é fácil de identificar o crime.
Gostaria de
lembrar que é crime de racismo ou injuria racial quando a pessoa é discriminada
por causa de sua raça ou cor, lembrando que até um anão corre o risco de cometer
este crime. Revelador Reginaldo Afonso Bobato






