sábado, 11 de abril de 2026

O vinho dos santos, o vinho não é santo, pois vicia.

 

 

 

 


O vinho dos santos, o vinho não é santo, pois vicia.

 

 

 

 

O vinho dos santos, o vinho não é santo, pois vicia.

 

 

 

 

 

O vinho dos santos, o vinho não é santo, pois vicia.

 

 

 

 

 

Minha bondosa e estimada mãe está sob o jugo de uma cadeira de rodas a quatro anos, e desde esta época eu me pus a cuidar dela como resultados de sua evidente limitação e dependência, quer seja, uma simples escova e pasta de dente que fique a um metro de sua distância precisa de ajuda para alcançá-los.

De dia ela tem os cuidados da senhora Maria, ela trabalha de segunda a sábado até as dezessete honras, e partir das dezessete a mãe fica sob minha guarda.

Eu não abdiquei de minha vida para cuidar minha mãe, muito pelo contrário, estou vivendo e vivenciando os dogmas do antigo e do novo testamento bíblico, jesus mesmo disse: “Eu vim ao mundo para servir”

São inúmeras tarefas que eu tenho e que me transbordam de honra, acima de tudo de amor, e no meu passado longínquo, antes de eu me envolver com qualquer mulher, eu teria que ter lido a alma e o espírito de sua inexorável retidão e honestidade.

Todas as noites eu lhe sirvo o jantar que normalmente é sobra do almoço que a senhora Maria faz, ou simplesmente frito polenta (feita pela senhora Maria) e ovos que a mãe adora, e em seguida lavo as louças, frito sem gordura a banana que a mãe gosta, pingo lhe o colírio, alcanço-lhe os remédios que são inerentes à sua idade, e lavo toda a louça e não deixo nada no dia seguinte para a senhora Marai lavar antes de servir o café.

Nada me desequilibra, não procuro ninfetas para copular, não sou tabagista, não sou alcoólatra e nunca me viciei em drogas ilícitas, nunca as experimentei, não fiz amigos para sairmos juntos, mesmo porque são muito poucos que não discriminam eu que sou louro, tenho olhos azuis e tenho dupla descendência, praticamente não pertenci e não pertenço à etnia alguma.

Esta visão que eu tenho da vida prova que esta vida é efêmera e que precisamos nos doar para sermos merecedores do reino de Deus prometido por Cristo, mesmo que eu quero que todas as pessoas que passaram e passam por mim vão para o reino de Deus, mesmo que não tenham tido a graça do gesto serviu e humilde de servir, devo acreditar que lá assim terão que agir com devoção, eu me lembro que eu fui garçom e eu adorava servir, mesmo com dores na coluna, e assim eu agia e voltava para a casa pleno do espírito santo, sem eu ter ciência disso, na época.

O mundo quis eliminar um pouco minha pureza, pois eu não ingiro bebida alcoólica alguma, e eu fui obrigado a servir até bebida destilada, que é contra os meus princípios. Autor Reginaldo Afonos Bobato

 

  

 

 


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