O vinho dos santos, o vinho não é santo, pois vicia.
O vinho dos santos, o
vinho não é santo, pois vicia.
O vinho dos santos, o
vinho não é santo, pois vicia.
Minha bondosa
e estimada mãe está sob o jugo de uma cadeira de rodas a quatro anos, e desde
esta época eu me pus a cuidar dela como resultados de sua evidente limitação e dependência,
quer seja, uma simples escova e pasta de dente que fique a um metro de sua
distância precisa de ajuda para alcançá-los.
De dia ela tem
os cuidados da senhora Maria, ela trabalha de segunda a sábado até as dezessete
honras, e partir das dezessete a mãe fica sob minha guarda.
Eu não abdiquei
de minha vida para cuidar minha mãe, muito pelo contrário, estou vivendo e vivenciando
os dogmas do antigo e do novo testamento bíblico, jesus mesmo disse: “Eu vim ao
mundo para servir”
São inúmeras tarefas
que eu tenho e que me transbordam de honra, acima de tudo de amor, e no meu
passado longínquo, antes de eu me envolver com qualquer mulher, eu teria que
ter lido a alma e o espírito de sua inexorável retidão e honestidade.
Todas as
noites eu lhe sirvo o jantar que normalmente é sobra do almoço que a senhora Maria
faz, ou simplesmente frito polenta (feita pela senhora Maria) e ovos que a mãe
adora, e em seguida lavo as louças, frito sem gordura a banana que a mãe gosta,
pingo lhe o colírio, alcanço-lhe os remédios que são inerentes à sua idade, e
lavo toda a louça e não deixo nada no dia seguinte para a senhora Marai lavar
antes de servir o café.
Nada me desequilibra,
não procuro ninfetas para copular, não sou tabagista, não sou alcoólatra e nunca
me viciei em drogas ilícitas, nunca as experimentei, não fiz amigos para
sairmos juntos, mesmo porque são muito poucos que não discriminam eu que sou
louro, tenho olhos azuis e tenho dupla descendência, praticamente não pertenci
e não pertenço à etnia alguma.
Esta visão que
eu tenho da vida prova que esta vida é efêmera e que precisamos nos doar para
sermos merecedores do reino de Deus prometido por Cristo, mesmo que eu quero
que todas as pessoas que passaram e passam por mim vão para o reino de Deus,
mesmo que não tenham tido a graça do gesto serviu e humilde de servir, devo
acreditar que lá assim terão que agir com devoção, eu me lembro que eu fui garçom
e eu adorava servir, mesmo com dores na coluna, e assim eu agia e voltava para
a casa pleno do espírito santo, sem eu ter ciência disso, na época.
O mundo quis eliminar
um pouco minha pureza, pois eu não ingiro bebida alcoólica alguma, e eu fui
obrigado a servir até bebida destilada, que é contra os meus princípios. Autor Reginaldo Afonos Bobato

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