Inocência convicta
Paira sobre
mim a lembrança de um campesino que não queria guerras, que não maltratava nem
feras e que ninguém dizia que seria a esfera do saber, mais do que do poder, e
entre fatos empíricos, naturezas dúbias e contrastantes, o fetiche era a paz
verde de minha farda verde-oliva, e aqui jaz melancolia do que se faz com as
mãos limpas...
Não
era sabido nada a meu respeito, nem mesmo eu sabia, um destemido efeito quando
da minha injusta punição, veio depois e depôs a insensatez do meio aglutinado
por falsas conclusões sobre meu caráter, uma pujança na simplicidade me fez ver
a verdade contextual, dignidade e honradez me fizeram falta para que eu
liderasse a mim mesmo, sem ultraje e vergonha do prazer carnal, mas que
carecia, de sobremodo do prazer moral,
ético e filosófico. Autor Reginaldo Afonso Bobato

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