Fuga ou encontro à realidade?
Peço licença
aos desejos impudicos, instauro a consciência do existir pelo sentir dor sem sentir
dor, a chamada dor da alma...
Um misto de
sentimentos ocultos aflora então.
O que realmente
pensamos pode evidenciar razão para buscarmos a verdade contextual onde vivemos
porque devemos defender este lugar onde vivemos, ademais o resto será somente
nostalgia e saudades.
O propósito de
constar a essência deste amor puro e singelo é nos lembrarmos até de nossa sobrevivência
como objeto de indução, era o que nos espelhávamos, engraxar sapatos, vender
sorvetes numa caixa de isopor, oferecer flores de casa em casa não me diria
nenhuma tese a respeito, eu me levantava cedo e não me faltava o pão assado com
folha de bananeira num forno de barro que a minha mãe fazia com amor, e lá
mesmo na escola minha boca com boqueiras
dirimam mesmo que diariamente eu tomava a sopa do colégio, eu tinha então que
juntar os pedaços e relatar minha história, hoje eu o faço com naturalidade,
tanto tempo se passou e a cômoda que eu, o Juarez e o Paulo Ramos jogávamos futebol
de botão com grãos de feijão já não existe mais, os cupins a comeram, foi substituída
para ser mais forte, como é minha memória.
Nossa grande
casa não me diria que ela era de mais alguém, do propósito de vida, do lado a
divisa e uma busca pelo existir como direito.
Onde eu
estava e onde eu fui parar senão diante de julgamentos suspeitas?
A punição injusta
que eu recebi no quartel diria que eu não portencia àquele grupo, mas enfim a
uma busca que me faria falta de leituras de escritos científicos criados por mim, no
meu mais longínquo eu, e desta forma ele não teria me levado e eu não o teria
procurado, porque eu saberia meu destino, em face do que eu não seria, quer seja,
um vingativo. Autor Reginaldo Afonso Bobato

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