quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Fuga ou encontro à realidade?

 


Fuga ou encontro à realidade?

 

 

Peço licença aos desejos impudicos, instauro a consciência do existir pelo sentir dor sem sentir dor, a chamada dor da alma...

Um misto de sentimentos ocultos aflora então.

O que realmente pensamos pode evidenciar razão para buscarmos a verdade contextual onde vivemos porque devemos defender este lugar onde vivemos, ademais o resto será somente nostalgia e saudades.

O propósito de constar a essência deste amor puro e singelo é nos lembrarmos até de nossa sobrevivência como objeto de indução, era o que nos espelhávamos, engraxar sapatos, vender sorvetes numa caixa de isopor, oferecer flores de casa em casa não me diria nenhuma tese a respeito, eu me levantava cedo e não me faltava o pão assado com folha de bananeira num forno de barro que a minha mãe fazia com amor, e lá mesmo na escola  minha boca com boqueiras dirimam mesmo que diariamente eu tomava a sopa do colégio, eu tinha então que juntar os pedaços e relatar minha história, hoje eu o faço com naturalidade, tanto tempo se passou e a cômoda que eu, o Juarez e o Paulo Ramos jogávamos futebol de botão com grãos de feijão já não existe mais, os cupins a comeram, foi substituída para ser mais forte, como é minha memória.

Nossa grande casa não me diria que ela era de mais alguém, do propósito de vida, do lado a divisa e uma busca pelo existir como direito.

  Onde eu estava e onde eu fui parar senão diante de julgamentos suspeitas?

A punição injusta que eu recebi no quartel diria que eu não portencia àquele grupo, mas enfim a uma busca que me faria falta de leituras  de escritos científicos criados por mim, no meu mais longínquo eu, e desta forma ele não teria me levado e eu não o teria procurado, porque eu saberia meu destino, em face do que eu não seria, quer seja, um vingativo. Autor Reginaldo Afonso Bobato

           

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