quarta-feira, 12 de abril de 2017

Domingo dos Ramos

Domingo dos Ramos




Seria como seria, e  o verbo não se pôs a conjugação, éramos condicionados sem  sabermos, e o futuro imediato configuraria idas ao passado longínquo, e intrépidas ações fariam parte de todos, sem exceção, e cruzar a rua sem um inesperado convite fazia alusão a cortes supremas em real conivência, pois era o êxito coadjuvante  de indução  de deuses benditos, não havia nada a reclamar, aceitava as conotações do que parecia só  a verdade existir, e assim os caprichos do capital uma remota sensação de prelúdios amorosos, um amor pueril que se estendea comunhão de ramos que se estenderia pela passagem daquele que se proclamava humilde e quase servo, e os anos não o castigaria, era dali mesmo a força que vinha e que viria dos anjos de predileção divina, vi, notei e todas as exclamações do mundo lhe pertenceria, insólito e firme, e suas passadas cadenciariam a coragem de terceiros, próximos, bem próximos mas distantes, afinal, o bojo das situações um retrato da sobrevivência de todos nós que o rodeávamos, sem sabermos profundamente, os olhares sobre as paisagens o retrato da resignação que todos nós sentiríamos, inevitavelmente, mesmo que toda fé do mundo existisse, e dali saiu em tom de heroísmo pelos anos afora,  quase inaudito, sem precedentes e sem divisas. Autor Reginaldo Afonso Bobato