sábado, 14 de janeiro de 2017

Quando a luz dos olhos meus viram a luz dos olhos teus...

Quando a luz dos olhos meus viram a luz dos olhos teus...

Quando se é idiota, mais propriamente autista, o chão fica marcado com olhares dispersos sob mundos fora da realidade criados por mentirosos e enganadores, que em risos  de escárnio e zombaria alimentam suas almas com esta ignorância.
Quando se ergue a cabeça e começa-se a enxergar, descobrir a vida a tempo é escrevê-la como deveria ter sido, não com a omissão, o desmazelo  e falta de cuidados, falta de amigos reais, falta de paciência para se explicar os detalhes que existem e que não foram transcritos, são assim longos anos vividos que apontarão teus erros que resultaram em chacota e gozação, não o deles que se achavam sabedores  pelo fato de festejarem, fazerem sexo a vontade e pertencerem a uma roda de supostos de classe social, tudo bem direitinho.

E procurar por olhares puros e sem malícia seria coadjuvante, e para encontrá-los eu teria que perder o medo, sei lá do que, mas até do que não existe, mas quem explicaria que existem tribunais poderosos prontos para me mandarem para o inferno se eu errasse, sendo que o erro é aceito por eles pela dramaturgia da pornografia que induz ao erro, quem me explicaria, sem ver a luz, que eu precisava procurar pela luz dos olhos do próximo, quem me diria que sexo oral e anal não passam de molestamentos e agressões, quem me diria  e quem me conduziria as matrizes de pensamentos lúcidos ao afirmar que existe ciência para isso, quem me explicaria o que é ciência, o que é filosofia, o que é psicologia, quem me explicaria, onde estavam, quem estava, o que eu era onde era sem saber...Autor Reginaldo Afonso Bobato