quinta-feira, 9 de julho de 2026

Quando o neofascismo não me derrotou

 

 


Quando o neofascismo não me derrotou

 

 

Até meus trinta anos eu era somente um idiota, eu era levado pelas minhas próprias sombras, e quando com trinta anos eu comecei a criar e a escrever, todos se rebelariam contra mim em conluios de sublevação, dando continuidade à agressividade de meu pai que me espancou furiosamente quando eu acidentalmente quebrei uma vidraça com uma laranja quando eu era criança, eu tinha onze anos de idade.

Ele correra uma quadra inteira para me pegar, e quando me pegou, sacou sua sinta e a desferiu contra mim, ele o fez tudo isso na rua na frente de todos, até me levar para um quarto onde continuou  a me bater, então entrei embaixo da cama. Depois ele pegou uma pedra e quebrou todas as vidraças da janela em questão.

Até hoje não consigo compreender porque tanta violência comigo que era trabalhador, eu plantava uma horta que me rendeu calos salientes em minhas mãos, ia com ele nos matos buscar casca de pinheiro para fazer fogo no fogão à lenha, quando não íamos buscar gravetos na serraria, e assim eu picava com um machado, quando não lavava sua Kombi e o chiqueiro onde ele criava porcos sob meus cuidados.

As vezes ele me levava para os matos vender tecidos, guarda-chuvas, e salames típicos ucranianos. mas eu confesso que eu não era u bom vendedor, e eu detestava quando ele acendia um cigarro quando estava dirigindo, ou até mesmo quando ele bebia um copo de cachaça em meio a suas escassas vendas.

Eu me entristecia porque eu queria o ver com honra na frente de minha mãe. Autor Reginaldo Afonsoi Bobato 

 

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