Quando o neofascismo não me derrotou
Até meus
trinta anos eu era somente um idiota, eu era levado pelas minhas próprias sombras,
e quando com trinta anos eu comecei a criar e a escrever, todos se rebelariam
contra mim em conluios de sublevação, dando continuidade à agressividade de meu
pai que me espancou furiosamente quando eu acidentalmente quebrei uma vidraça
com uma laranja quando eu era criança, eu tinha onze anos de idade.
Ele correra
uma quadra inteira para me pegar, e quando me pegou, sacou sua sinta e a desferiu
contra mim, ele o fez tudo isso na rua na frente de todos, até me levar para um
quarto onde continuou a me bater, então
entrei embaixo da cama. Depois ele pegou uma pedra e quebrou todas as vidraças
da janela em questão.
Até hoje não
consigo compreender porque tanta violência comigo que era trabalhador, eu plantava
uma horta que me rendeu calos salientes em minhas mãos, ia com ele nos matos
buscar casca de pinheiro para fazer fogo no fogão à lenha, quando não íamos buscar
gravetos na serraria, e assim eu picava com um machado, quando não lavava sua
Kombi e o chiqueiro onde ele criava porcos sob meus cuidados.
As vezes ele
me levava para os matos vender tecidos, guarda-chuvas, e salames típicos
ucranianos. mas eu confesso que eu não era u bom vendedor, e eu detestava
quando ele acendia um cigarro quando estava dirigindo, ou até mesmo quando ele
bebia um copo de cachaça em meio a suas escassas vendas.
Eu me entristecia
porque eu queria o ver com honra na frente de minha mãe. Autor Reginaldo Afonsoi Bobato

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