Santa discriminação. Santa?
Santa discriminação.
Santa?
Santa discriminação.
Santa?
Eu não mando
ninguém trabalhar fora de sua residência, mesmo porque eu lavo louças todos os
dias em minha morada, e para ser copeiro exigem o segundo grau de escolaridade e
ser do sexo feminino.
Eu vi um
cidadão jovem, bem aparentado furando a catraca e o imaginei como se ele fosse meu filho e disse
pra mim mesmo, tenho pena do Brasil com a discriminação que existe aqui para o trabalho digno, e para os estrangeiros virem a saber, ensino
médio ou segundo grau são onze anos de
frequência escolar aguentando o propósito excludente de suas ciências puras e
ausência de filosofia na grade curricular, dando, mais esta prova que eu sou o único
autor de cento e sete livros políticos-filosóficos-poéticos e a prova que o
Paraná, (com exceção de meus familiares de primeiro grau) não quer dar nada
para mim, mesmo que eu não quero dinheiro dado , mas conquistado, e olha que eu
enalteço o nome do Paraná como estado brasileiro.
Com relação ao
jovem que furou a catraca, eu sem auxílio familiar estaria percorrendo o trajeto
a pé como já o fiz.
É condenável o
que ele fez, mas é condenável também o excesso de caprichos capitalistas devido
ao excedente de mão de obra que existe aqui no Brasil, mesmo que eu dê provas
cabais que eu laboro, dentro de minhas limitações, pois sou deficiente visual
com baixa visão. Autor Reginaldo Afonso Bobato






