sexta-feira, 23 de junho de 2017

Tenha piedade, seja clemente e tenha compaixão pelo e do autismo resolutivo

Tenha piedade, seja clemente e tenha compaixão pelo e do autismo resolutivo


Eu jamais teria sido um soldado, quanto mais um cabo, eu entrei no exército para se um datilógrafo, eu era inofensivo, mesmo que eu adorasse a caserna, a ordem unida e sua hierarquia.
Para ser militar é preciso ser agressivo e controlado na hora certa e ser  candidato a enfrentar uma guerra, revolução ou revolta armada,  por isso os militares eram chamados de guerreiros, coisa que eu não tinha concepção, pois no meu mundo o que existia dalí em diante era o quartel , muita decoreba (assuntos militares teórico-técnicos), marchas e condicionamento físico exigente, havia até manobras militares no meu primeiro ano, para mim.
Armas para mim era somente para enfeite, eu não via e nem sentia perigo algum, eu não tinha medo de morrer, a morte para mim não existia, eu tinha medo do constrangimento, de executar os parâmetros militares, eu me desliguei da instrução teórica que recebi.
Devo crer que todos viviam, eu estava ainda a compreender o meu próprio mundo e me preparando para este mundo que jamais viria a mim mesmo com a mais efusiva instrução militar, posto que fosse somente automação comportamental.

Meus pensamentos procuravam o chão para reflexão, eu não via os olhos de ninguém,  eu não olhava para os olhos de ninguém, somente para a boca e nos cabelos, olho no olho para mim era timidez e agressividade  e tudo que eu acabei de relatar é a verdade, nada mais do que a verdade, sendo a verdade propriamente dita. Autor-decifrador Reginaldo Afonso Bobato