segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Posso saber?

Posso saber?


Olho o vazio de uma página em branco, olhe e sinta também, fecho meus olhos, uma nefasta escuridão me faz pensar e não é tão nefasta assim, é o que verei e o que deixarei de enxergar para acalmar minha estupidez.
Quero então ver, imaginar, tocar e me sensibilizar com o que fora criado, qual poder temos e inexoravelmente nos será tirado para dar provas que somos superiores e ao mesmo tempo limitados, mesmo assim não aprendemos.
                A presunção e a arrogância nos faz  incondicionalmente seres que precisam de purificação, olhe  nossa alma, dê-lhe uma cor, já e vaidade,  a luz dos olhos meus, tudo o que existe não posso ter, e na plenitude da verdade, nada é de ninguém, como que quem sofre na penúria fosse comparado ao homem que tem posses e títulos, é tudo emprestado, ninguém é superior a ninguém a partir desta premissa, nem mesmo Deus, haja vista estes preceitos, a soberba, a jactância, o improviso para existência, o que seremos devemos ser e seguir avante é um prelúdio da existência, em um instante olho o mundo, destemido e incansável não vejo o que é meu, meus olhares se distanciam da verdade, me diga a vida terrestre é curta ou longa?
A angústia, o pavor, quase nem tudo é premeditadamente evitado e coibido num instante de longos anos de dor e amargura, o que esperar então?
                O tempo e longos anos bem ou mal vividos, por direito e obrigação, por direito ou por obrigação, e qual é o conceito a ser estudado em razão de nossa curta existência, que é longa, que  é curta, que é longa, sei lá, posso saber...Autor Reginaldo Afonso Bobato