sábado, 4 de junho de 2016

Poesia ao relento

Poesia ao relento

Avisto, quase  me conheço, desisto, persisto. Entendo, e vou a procura de meus defeitos e encontro qualidades adormecidas e reprimidas. Peço então licença a todos os pré-julgamentos; sou completo sem condenação, e me resguardo pela emoção de rever atitudes e gestos de sublime boemia, que me fugiram em noites de lua minguante, e os ventos que sopram mansamente, quase recitam versos inesquecíveis, como que alimentando recônditos encontros com suspiros e ofegantes destinos, cujos olhares profundos não se esquecem da perfeição que tem o tempo. Marco então as horas, e as tardes que vão ao encontro de complexas virtudes, tentam mostrar o quanto elas são simples, e com mãos dadas à semana que passou, os encontros de antiga nostalgia, são novos, como a centenas de anos atrás. Olhares de reprovação e aplausos pela união, os cantos de discretos ideais de liberdade, quase sentem o relento, e o ar que os envolvem,  tenta respirar um pouco, o talento dos poetas. Autor Reginaldo Afonso Bobato